duminică, 24 ianuarie 2010

Como aprendem as crianças?


        “As crianças diferem dos adultos em muitos aspectos, mas há também semelhanças surpreendentes entre os alunos de todas as idades.”- com esta frase começaram Bransford, J. D., Brown, A. L., e Cocking, R. R. o seu estudo intitulado “How people learn: Brain, mind, experience, and school”/ “Como as pessoas aprendem: cérebro, mente, experiência e escola.

O que você acha que sabe uma criança quando se nasce?

        Para a maior parte deste século, a maioria dos psicólogos aceitaram a tese tradicional (sim, a preguiça de investigar e não acreditar em tudo) de que a mente do recém-nascido é uma lousa em branco (tabula rasa) na qual o registro da experiência é pouco impressionado.
        Pensou-se que a língua é um pressuposto fundamental para o pensamento abstrato e que, na sua ausência, o bebê não poderia ter conhecimento.
        Desde que os bebês nascem com um repertório limitado de comportamentos e passam a maior parte de seus primeiros meses dormindo, eles certamente parecem passivos e ignorantes. Mas quem é passivo e ignorante é também sem inteligência? Felizmente, digo eu, os desafios para este ponto de vista surgiram!
        O grande movimento da vista “tabula rasa” da mente infantil foi tomada pelo psicólogo suíço Jean Piaget na década de 1920.
        Piaget argumentou que a mente humana pode ser descrita em termos de complexas estruturas cognitivas. A partir de observações perto dos lactentes e cuidadoso questionamento das crianças, ele concluiu que o desenvolvimento cognitivo prossegue através de determinadas fases- cada uma envolvendo radicalmente diferentes esquemas cognitivos. As representações iniciais dos objetos, do espaço, do tempo, a causalidade, e o“eu” são construídas gradualmente durante os primeiros 2 anos da vida.
         Ele concluiu que o mundo dos bebês é uma fusão egocêntrica entre o mundo internos e externo, e  o desenvolvimento de uma representação precisa da realidade física e depende da coordenação progressiva dos esquemas de olhar, ouvir e tocar.
          Depois de Piaget, os teóricos da percepção de aprendizagem avançaram rapidamente a importância da disponibilidade inicial de padrões de exploração- quais as crianças usam para obter informações sobre os objetos e eventos do seu mundo perceptivo (Gibson, 1969).
          As teorias de processamento de informações começaram a surgir: foi utilizada a metáfora da “mente como computador”, processador de informação, e solucionador de problemas- e esta metáfora foi rapidamente aplicada ao estudo do desenvolvimento cognitivo (Newell et al., 1958).
          Mesmo que essas teorias diferem em aspectos importantes, eles compartilhavam uma ênfase em considerar as crianças como aprendizes ativos que são capazes de estabelecer os seus objectivos.
As crianças são vistas como aprendizes que montam e organizam o material e isto por que o desenvolvimento cognitivo envolve a aquisição de estruturas de conhecimento organizado, incluindo, por exemplo, conceitos biológicos, sentido precoce para os números ou compreensão da física básica. Nesse momento, você pode sentir que é incrível, mas é verdade!
          Além disso, o desenvolvimento cognitivo envolve a aquisição gradual de estratégias para lembrança, compreensão e resolução de problemas.
          Vygotsky (1978) foi outro pesquisador importante nesta área. Ele estava interessado no papel do ambiente social, incluindo as ferramentas, objetos culturais e pessoas.
          A idéia mais forte de Vygotsky (que influenciou a história da psicologia do desenvolvimento) foi o conceito de zona de desenvolvimento proximal (Vygotsky, 1978).
         A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o nível de desenvolvimento real (determinado por resolução independente de problemas) eo nível de desenvolvimento potencial- determinado através da resolução de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com outros.
         “O que uma criança pode fazer com a assistência de outros é mais indicativo sobre o seu desenvolvimento mental do que aquilo que pode fazer sozinha.” (Vygotsky, 1978:85).
         Como resultado destes desenvolvimentos teóricos e metodológicos, grandes avanços foram feitos no estudo das capacidades de aprendizagem das crianças. Eles foram enquadradas em quatro grandes áreas de investigação:

1) cedo predisposição para aprender sobre algumas coisas, mas não outras
          As crianças mostram tendências positivas para aprender facilmente um tipo de informação no início da vida. Estas formas de conhecimento (consideradas domínios privilegiados) incluem: os conceitos físicos e biológicos, a causalidade, os números e a o linguagem (Carey e Gelman, 1991).

2) as crianças possuem estratégias e metacognição

          Fora destes privilegiados domínios, as crianças- como todos os alunos- dependem de sua vontade, criatividade e esforço para melhorar a sua aprendizagem. Pensou-se previamente que as crianças não tinham a competência estratégica e conhecimento sobre a aprendizagem (metacognição) para aprender de forma deliberada., mass os últimos 30 anos provaram a competência estratégica e metacognitiva das crianças (Brown e Deloache, 1978, Deloache et al., 1998) .

3) teorias da mente
          Uma vez que as crianças crescem, elas mostram tendências positivas para desenvolver teorias sobre o que significa aprender e compreender. Eles aprendem a aprender”.
          Crianças entretem as várias teorias da mente e da inteligência (Dweck e Legget, 1988), e por isso nem todos os alunos nas escolas vêm prontos para aprender exatamente da mesma maneira.



4) as crianças ea comunidade
          Apesar de uma grande dose de aprendizagem das crianças é auto-motivada e auto-dirigida, outras pessoas desempenham contribuições importantes (como guias) no desenvolvimento da aprendizagem das crianças. As guias podem também servir como poderosas ferramentas e artefatos culturais, nomeadamente a televisão, livros, vídeos e dispositivos tecnológicos de vários tipos (Wright e Huston, 1995).
          As pesquisas demonstraram que a mente humana é um organismo biologicamente preparado (Carey e Gelman, 1991). Para estudar o que os bebês sabem e podem aprender sobre a realidade, investigadores foram obrigados a desenvolver técnicas de “perguntar” os recém-nascidos, porque eles não podem falar o que sabem...
         Esta é apenas uma parte do trabalho que a psicologia precisa, de pensamento aberto e não baseado em mitos. Diferença entre um adulto e uma criança não é tão grande como pensamos. Os adultos contribuem para o desenvolvimento normal de uma criança mas isto não significa que as crianças não podem ensinar  os adultos... Eu acho que a primeira lição que uma criança nos pode ensinar é <<Aprender a ser criança!>>



Referências bibliográficas:

  -  Bransford, J. D., Brown, A. L., & Cocking, R. R. (Eds.). (1999). How people learn: Brain, mind, experience, and school. Washington, D.C.: National Academy Press, chapter 4

sâmbătă, 16 ianuarie 2010

Conseguirá ou poderá alguém dizer “toda a verdade e só a verdade?”

Diapositivo 1Diapositivo 1
        Esta questão foi provavelmente uma das razões para o surgimento da psicologia no espaço jurídico.
          A Psicologia chegou ao Sistema de Justiça na senda da Psiquiatria, num estado de “desordem” social- generalisada do final do séc XVIII, quando o domínio do Direito Panel foi assaltado por um grande número de crimes.
          Que e um crime?    Ao longo do tempo os cientistas tentaram encontrar um sinónimo:
 Pinel (1801) -mania sem delírio
 Freud (anos 20) -neuroses de carácter
 Georget(1820) -monomania
 Pritchard(1837) -loucura moral
 Esquirol(1838) -desordem moral
 Morel(1857) –degenerescência
           O conceito de crime continuou a se modificar e ainda assim na atualidade ele admite várias perspectivas, principalmente devido ás diversas configurações do direito internacional. Entretanto existem algumas premissas básicas como, por exemplo, o principio do latim “actus non facit reum nisi mens sit rea”, que prega que não existe crime quando não há intencionalidade. Para que a pessoa cometa um crime ela tem de ter ciência que o está fazendo. Como podemos saber issto?
          Aqui a Psicologia é convocada a pronunciar-se sobre este criminoso: Quem é ele? / Quais são as suas motivações?/  Pode ser explicado e depois alterado o seu comportamento?


          A Psicologia Criminal produz conhecimento sobre o criminoso e a sua personalidade (criminal) e assim o criminoso torna-se simultaneamente num objecto de conhecimento e de intervenção «psico-penal».
            Provavelmente, enquanto você lê estas linhas o que você sente o perigo... Normalmente quando as pessoas pronunciam a palavra crime/criminal já se sentem em perigo... é uma reacção humana! Mas, mas a literatura traz algumas explicações para o ator de um crime (chamado tão simples “criminoso”):
             - Incapacidadede aprender com a experiência
             - Ausência de sentido de responsabilidade
             - Incapacidadede estabelecer relações significativas
             - Dificuldade em controlar os impulsos
             - Ausência de sentido moral
             - Antissocialidade
             - Imaturidade emocional
             - Ausência de culpa
             - A punição não modifica o comportamento
 


            Concluo, não por que terminei a síntese da Psicólogia na área Forense, mas espero que estava marcado os principais argumentos que as pessoas não podem ser classificados como: negras e brancas, boas e más, acusadas e acusadores... mas nossa natureza humana nos dá a tendência de fazer isso.
            Conseguimos dizer que “toda a verdade e só a verdade?”
                     “(...) não há qualquer comportamento que possa ser considerado sempre ou em qualquer lugar  um crime” (Phillipson, 1971)



                                        Eu acho que não...